Crítica: Superman – Uma nova era para a DC

James Gunn finalmente realizou o que os fãs da DC esperavam há anos: deu ao Superman uma identidade única e contemporânea, sem perder a essência do personagem. Mais do que isso, o diretor abriu caminho para um novo universo cinematográfico que promete colocar a DC em pé de igualdade ou quem sabe até à frente da rival Marvel.

Sem reinventar a roda, Gunn aposta no básico bem-feito, mas com a força de um verdadeiro meta-humano. O resultado? Um filme que entrega entretenimento, emoção e uma visão moderna de Clark Kent, respeitando seu legado, mas apontando para o futuro.

Um vilão clássico, com nova roupagem

Lex Luthor aparece como uma espécie de Tony Stark do mal: um gênio mimado, consumido pela inveja e pelo ódio. Seu plano maligno não chega a ser o ponto alto do filme — e nem precisa ser. Luthor funciona mais como catalisador para a grande performance do Superman, que brilha do início ao fim.

Sobre a história (sem spoilers)

Clark Kent vive o dilema de manter sua identidade enquanto tenta encontrar seu lugar no mundo. Tudo isso é colocado à prova quando um novo inimigo surge, forçando o herói a provar — mais uma vez — que é, sim, o verdadeiro Homem de Aço.

Uma experiência que surpreende

Com pouco mais de duas horas, o filme reserva ótimas surpresas e consegue expandir com maestria o universo da DC. Para os fãs mais apegados ao tom sombrio das versões anteriores, pode até parecer um Superman “com alma Marvel”. Mas isso não é um problema. Pelo contrário: é refrescante e necessário. Talvez pudesse ser um pouco mais contido nesse tom, mas o equilíbrio geral é positivo.

Caminho para o bilhão?

Em termos de bilheteria, as apostas são altas — e com razão. Superman tem tudo para alcançar a marca de um bilhão de dólares e, quem sabe, se tornar o filme mais assistido de 2025. Após anos de expectativa e produções irregulares, esse acerto vem como um verdadeiro presente para os fãs.

Vale a pena?

Com certeza. É um daqueles filmes que pedem combo completo: pipoca, bebida e um bom lugar na sala. E mais um detalhe: espere pelas duas cenas pós-créditos. Elas merecem.

Por Dieguito C. Melo

Nota 9

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